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O espaço é condição necessária, mas não suficiente, para que a criança realize uma aprendizagem ativa. É necessário, também, que o educador(a) encontre uma forma de organizar o tempo de tal forma que permita a experimentação diversificada com os objetos, as situações e os acontecimentos

(Formosinho, cit. Por Zabalza, 1998: 158).

São diversos os documentos e normativos que orientam as práticas pedagógicas e respetivos princípios orientadores na valência de Pré-escolar:

  • Lei Quadro da Educação Pré Escolar

  • Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar e Metas para a Educação Pré-escolar

  • Projeto Educativo de Escola – PEE

  • Metodologias de Base – Princípios do Movimento da Escola Moderna e Metodologia de Trabalho de Projeto

  • Projeto Curricular de Sala- PCS

 

Lei-quadro da educação pré-escolar

A Lei-quadro da educação pré-escolar publicada no dia 10 de fevereiro de 1997, assenta no princípio geral que a Educação Pré-escolar é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida. Favorece a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança tendo em vista a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário.

 

As Orientações Curriculares

As Orientações Curriculares constituem um conjunto de princípios para apoiar o educador nas decisões sobre a sua prática, ou seja, para conduzir o processo educativo a desenvolver com as crianças, pretendendo, assim, contribuir para promover uma melhoria da qualidade da educação Pré-escolar.

Áreas de Conteúdo são referências gerais a considerar no planeamento e avaliação das situações e oportunidades de aprendizagem. Distinguem-se três áreas de conteúdo:

  • Área de Formação Pessoal e Social;

  • Área de Expressão e Comunicação;

  • Área do Conhecimento do Mundo.

 

 Modelo do Movimento da Escola Moderna

“A escola define-se para os docentes do MEM como um espaço de cooperação e de solidariedade de uma vida democrática. Nela, os educandos deverão criar com os seus educadores as condições materiais, afetivas e sociais para que, em comum, possam organizar um ambiente institucional capaz de ajudar cada um a apropriar-se dos conhecimentos, dos processos e dos valores morais e estéticos gerados pela humanidade no seu percurso histórico-cultural.”

Niza in “Modelos Curriculares para a Educação de Infância”

.

É no envolvimento e na organização construídas paritariamente, em comunidade cultural e formativa, que se reconstituem, se recriam e se produzem os instrumentos (intelectuais e materiais) através de processos de cooperação e de entreajuda (todos ensinam e aprendem).

É através de um sistema de organização que as decisões sobre as atividades, os meios, os tempos, as responsabilidades e a sua regulação, se partilham em negociação progressiva e direta, e que o treino democrático se processa de maneira explícita em conselho. Desse modo, vive-se a constituição das normas de vida do grupo, clarificam-se funcionalmente os valores e as significações que decorrem da interação social.

Os alunos, com a colaboração do educador, reconstituem, através de Projetos de Trabalho, os instrumentos sociais de representação, apropriação e de descoberta que lhes proporcionam uma compreensão mais funda, através dos processos e dos circuitos vividos, da construção e circulação dos saberes científicos e culturais.

As áreas básicas desenvolvem-se num espaço para biblioteca e documentação; numa oficina de escrita e reprodução; num espaço de laboratório de ciências e experiências; num espaço de carpintaria e construções; num outro de atividades plásticas e outras expressões artísticas; e ainda num espaço de brinquedos, jogos e “faz de conta”.

O ambiente geral da sala deve ser agradável e estimulante, utilizando as paredes como expositores permanentes das produções das crianças, onde rotativamente se reveem nas suas obras de desenho, pintura, tapeçaria ou texto. Será também numa dessas paredes, de preferência perto de um quadro preto à sua altura, que as crianças poderão encontrar todo um conjunto de mapas de registo que ajudem a planificação, gestão e avaliação da atividade educativa por elas participada.

Nessas paredes constarão: o Plano de Atividades, a Lista Semanal dos Projetos, o Quadro Semanal de Distribuição de Tarefas de manutenção da sala e de apoio às rotinas, o Mapa de Presenças e o Diário do grupo. 

O Movimento da Escola Moderna, procura promover a formação pessoal e social da criança com base em experiências de vida democrática numa perspetiva de educação para a cidadania.

O Colégio do Centeio entende ainda o processo educativo como um ato dinâmico, interativo e continuado, onde os saberes da criança, sua cultura e vivências são o ponto de partida para a prática pedagógica.

A participação efetiva das famílias, a escola aberta à comunidade, os saberes e vivências da criança, são pontos de referência para a nossa prática pedagógica.

Assim, são exemplo de instrumentos de trabalho a livre escolha de atividades, a divisão de tarefas e responsabilidades, o planeamento/avaliação do trabalho em grupo, o trabalho em cooperação, o texto livre, os mapas de presenças, de atividades, de tarefas, do tempo, o diário de turma, a experimentação ativa, os projetos, etc.

 

 

Pedagogia/ Metodologia de Projeto 

O educador deverá observar as crianças e perceber de que modo o grupo, ou o pequeno grupo podem participar ativamente num determinado projeto, tendo em conta os seus interesses e motivações e em simultâneo ter um papel ativo na resolução ou descoberta da motivação de origem.

 

"Se no desenrolar do projeto as crianças tiverem possibilidade de realizar e alargar os conhecimentos fundamentais para o seu desenvolvimento e se tiverem hipótese de ter uma intervenção social, (junto da comunidade...) então o projeto terá cumprido o seu “dever”.

Isabel Lopes da Silva - Qualidade e projeto na educação Pré-escolar

 

A Metodologia de Projeto, encontra-se intimamente ligada aos princípios do Movimento da Escola Moderna e, segundo Sérgio Niza (1996) «os projetos caracterizam-se por uma cadeia de atividades que se têm de “desenhar” mentalmente. Trata-se de uma ação desenhada mentalmente para responder a uma pergunta que fizemos. A característica fundamental de antecipação do processo de atividades torna fundamental a estimulação deste tipo de trabalho que pressupõe a passagem da atividade escolhida para um conjunto de atividades ordenadas para um fim (resposta a uma problema) e que as crianças deverão explicitar (representar) antecipadamente, mesmo que de forma aproximada».

 

O que é um projeto?

  • trabalho decidido e realizado pelo grupo, que necessita da participação de todos;

  • realização útil para as crianças;

  • reencontro com uma conceção construtivista dos saberes, o saber fazer e saber ser da criança ativa e participativa;

  • não é um tema nem um centro de interesse

 

Porquê o projeto?

 

  • Ajuda a criança, o grupo, a progredir

A criança desenvolve as suas potencialidades e constrói os seus saberes em contacto com o meio, (através de vivências significativas), em interação com outras crianças, (opiniões divergentes, pontes de vista diferentes) e com a ajuda do adulto. Este pode reorientar a ação, traçar as pistas, convidar à clarificação...

 

  • Permite à criança e ao grupo empreender uma ação concreta, pelo que cada membro do grupo tem a possibilidade de:

. levar a cabo uma tarefa da qual conhece a finalidade;

. organizar-se sozinho ou com outros de modo a realizar o projeto;

. avaliar a sua participação no trabalho comum.

 

  • É motivo de progresso intelectual

Confronto de diferentes pontos de vista, aprendizagem da gestão do tempo, vivência de diferentes etapas, perceções, expressões e modos de pensar sobre as experiências diferentes numa realização comum.

 

  • É motivo de interação social

Trabalhar numa tarefa comum, permite aprender a escutar os outros, a "descobrir-se" diferente deles no modo como se relaciona, compreende e realiza.

 

  • Motivo de desenvolvimento do sentido crítico, da responsabilidade (compromisso), da sensibilidade e da consciência.

 

  • Motivo para desenvolver a expressão e a comunicação

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